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8 P's da Governança corporativa: conheça as melhores práticas

Publicado em 04 de Fevereiro de 2022

Na última década, empresas que adotaram boas práticas de Governança Corporativa tiveram grande rentabilidade, como mostra o Índice de Governança Corporativa Diferenciada (IGC) da B3. Isso significa que, conforme o tempo passa, esse sistema tem se mostrado como o segredo do sucesso de muitas organizações brasileiras – o que tem instigado outras a seguirem o mesmo caminho.

Imagem com gráfico que apresenta grande rentabilidade de empresas com governança nos últimos dez anos.

Para ajudar na adoção efetiva das práticas de Governança Corporativa nas organizações brasileiras, os professores José Paschoal Rossetti e Adriana de Andrade Solé elaboraram a metodologia dos 8 P’s da Governança Corporativa, apresentada na última edição do livro “Governança Corporativa: Fundamentos, Desenvolvimento e Tendências”.

Entre 2006 e 2011, no decorrer do estudo, os pesquisadores testaram o método em quinze diferentes tipos de empresas. Doze eram familiares de capital fechado. Dessas doze, nove possuíam algo em comum: Conselhos de Administração.

Os 8 P's da Governança corporativa

 

No artigo “Os 8 P’S da Governança Corporativa em empresas familiares: uma proposta metodológica para levantamento de hiatos”, o professor José Paschoal Rossetti escreveu: “estas oito dimensões podem sintetizar o ambiente, o sistema, os pontos fortes, as fragilidades e as situações críticas – enfim, os ‘hiatos’ de boas práticas de governança corporativa – independentemente da tipologia das empresas – privadas ou estatais; abertas ou fechadas; familiares ou de estrutura societária consorciada não familiar; sociedades anônimas ou limitadas”.

Em outras palavras, uma observação sobre as oito esferas apontadas por esta metodologia pode indicar as fissuras da gestão da sua empresa que necessitam de boas práticas de Governança. Os 8 P’s da Governança Corporativa são uma maneira de diagnosticar em que áreas a Governança da sua organização precisa “se medicar”. Conheça-as abaixo:

  1. Propriedade;
  2. Princípios;
  3. Propósitos;
  4. Papéis;
  5. Poder;
  6. Práticas;
  7. Pessoas;
  8. Perenidade.

Propriedade

 

Nesta instância, de acordo com Adriana Solé, “o que vale é a organização do capital social”. Entenda a constituição e o regime legal da organização. Cada empresa apresenta uma realidade diferente, um contexto diferente. Algumas são estatais, outras são de capital misto, aberto ou fechado. O P de propriedade indica a necessidade de você aprender a se adaptar e a jogar o jogo de acordo com suas regras.

Como é a coesão entre os acionistas neste negócio? Como ocorre a sucessão de cargos? Como funciona a blindagem patrimonial nesta empresa? Essas são as questões tratadas pela primeira dimensão desta metodologia.

Princípios

 

Os princípios são essenciais, pois fundamentam a ética na governança corporativa. De acordo com Rossetti, eles se mostraram como um dos mais importantes ativos intocáveis nas nove empresas avaliadas que tinham Conselhos de Administração. Os fundadores, presentes ou não, deixam suas marcas de geração a geração pelos valores, como integridade, honestidade e preservação da união familiar.

Porém, segundo Solé, esses valores devem ser internamente compartilhados e externamente sancionados, impedindo a falta da consolidação de um Código de Conduta oficial. Não adianta ter normas em mente e acreditar que todos já sabem o que pode ou não e o que deve ser feito.

Os 4 princípios da governança corporativa servem de ótima inspiração para empresários que desejam desenvolver valores para suas empresas.

Propósitos

 

Neste tópico, o que se mede é o alinhamento entre a Missão, Visão e o Planejamento Estratégico da empresa. “Quem não sabe para onde vai, não vai a lugar algum”, diz o ditado popular. Os propósitos e valores são extremamente necessários para traçar o caminho por onde a empresa irá percorrer. Caso contrário, é possível que se gaste muito tempo “andando em círculos”.

Além disso, quem não sabe o que quer, aceita qualquer coisa que lhe aparece pelo caminho. Definir objetivos auxilia organizações a alcançarem patamares mais elevados.

Papéis

 

Uma estrutura de funções bem-organizada é de extrema importância. Cada um tem seu papel. Cada parte da empresa tem responsabilidades e precisa compreender a importância de cumprir com seus deveres. Se isso não ocorrer, um membro do corpo terá que fazer o trabalho de outro, sobrecarregando-se e formando os famosos “gargalos”.

Portanto, nesta instância é observada a atribuição de papéis e a eficiência da comunicação entre setores, tendo como objetivo a identificação de desequilíbrios na distribuição de tarefas e informações.

Sobre isso, Solé traz um exemplo: “se na sua empresa conversas de corredores e fofocas em ambiente de trabalho forem mais eficazes do que a comunicação formal entre os níveis, alguma coisa está errada”.

Além disso, quando a atribuição de responsabilidades não é bem definida em uma organização, a estrutura de poder, por consequência, passa a ser corrompida — o que nos leva ao próximo tópico.

Poder

 

Autoritarismo e autoridade. Esse é um dos principais dilemas do esquema de poder em empresas. Para evitá-lo, o segredo é trabalhar para que as lideranças sejam legitimadas pelos colaboradores e público interno em geral.

Também é necessário ter em mente que a influência antecede a autoridade genuína. Assim, autoridade não é senhorio, mas, sim, capacidade de estimular os outros. Bons líderes com autoridade inspiram seus liderados a trabalharem em equipe, mostrando a cada um o valor de seu trabalho.

Práticas

 

Dois fatores resumem as boas práticas da governança apresentadas por este tópico:

  • “Dados Dirigidos”, ou Data Driven: todas as decisões e atitudes de uma empresa devem ser embasadas em dados.
  • Governança, Risco e Compliance (GRC): busca tornar as estratégias e os processos do negócio mais transparentes, em conformidade com as políticas corporativas, leis e regulamentações, minimizando riscos.

Pessoas

 

As pessoas são fundamentais, pois estão presentes em todas as camadas e processos da Governança. Por conta disso, a Governança se dedica para que todas as pessoas sejam felizes com a cultura organizacional e a realidade que se vive na empresa em questão, tal como para assegurar a efetividade de boas práticas e ética.

Desse modo, mede-se nesta esfera a qualidade do RH e dos processos de sucessão em todos os cargos da organização. De que forma o setor de Recursos Humanos na sua empresa tem trabalhado para garantir a felicidade e satisfação das pessoas? Como são feitas as sucessões de cargos complexos?

Perenidade

 

O principal desejo de todo empreendimento é se manter ativo, em operação e crescendo nos mercados. Para isso, a Governança Corporativa faz enorme diferença. A análise e correção disso tudo, segundo Solé, garante ou deve garantir a perenidade do seu negócio. “Se sua empresa não fizer absolutamente nada, ficar como está, ela vai estar viva daqui a dez anos?”, questiona ela. Se a resposta for não, você sabe o que deve ser feito: seu empreendimento precisa mudar.

 

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Publicado por Luiz Gustavo Anjos