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Tendências da Governança para 2023

Publicado em 13 de Janeiro de 2023

Descubra as principais tendências da Governança para 2023. Descubra as principais tendências da Governança para 2023.

Mais um ano se inicia e, com ele, surgem novos desafios, metas, estratégias e oportunidades. É pensando nisso que o blog Atlas reuniu neste artigo as principais tendências da governança para 2023. Confira todas a seguir:

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Cibersegurança

 

No terceiro trimestre de 2022, a Check Point contabilizou um crescimento de 28% em ciberataques no mundo e 37% no Brasil. A companhia prevê que o número de ataques cibernéticos continuará expandindo de forma acentuada em 2023. “Isso é um problema que acontece agora e apenas vai subir”, declarou o presidente de vendas da Check Point nas Américas, Geoffrey Waters, durante encontro com a imprensa em 7 de dezembro. “No terceiro trimestre deste ano, vimos que as organizações brasileiras foram atacadas 1.484 vezes em média por semana. É muito mais alta que a global.” 

Os ciberataques afetam organizações de todos os tipos e portes. Segundo pesquisa realizada pela IBM Security X-Force, os 10 tipos de organizações mais afetadas por ataques cibernéticos no ano passado foram, respectivamente: indústrias, financeiras/seguradoras, serviços profissionais/empresariais, empresas de energia, varejistas/atacadistas, empresas de saúde, empresas de transporte, governo, empresas na área da educação e na mídia. 

Diante deste cenário, a prevenção contra incidentes e incorporação das melhores práticas de segurança da informação devem ser prioridade para as organizações em todo o mundo. Como a sua organização tem se protegido das ameaças cibernéticas? 

Gestão de Riscos e Compliance (GRC) 

 

Ainda em termos de segurança, o interesse por Compliance empresarial também aumentou nos últimos anos. Isso porque, embora o conceito seja novo no mercado brasileiro, a ética nos negócios tem se revelado como um diferencial competitivo para as organizações

A edição da Lei Anticorrupção (Lei n. 12.846/13), em 2013, e a Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD), que dispõe acerca do tratamento dos dados coletados por empresas, ajudaram a consolidar as práticas de Compliance no mercado brasileiro na última década. Hoje, aplicá-las em sua organização é não só estar em conformidade, mas também é corresponder às expectativas dos stakeholders

De acordo com Livia Cuiabano, Risk and Compliance Officer na Atlas Governance, as estruturas de Compliance e gerenciamento de riscos são indispensáveis para que os processos, operações e decisões da companhia sejam realizados conforme requisitos legais, em sintonia com os princípios éticos, missão e valores da empresa, transparência e eficácia na resolução de conflitos e irregularidades. 

Conforme a Pesquisa 2021 de Gerenciamento de Risco Global da Aon, 67,8% das organizações brasileiras consultadas confirmaram ter um departamento formal de gestão de risco e seguros. No cenário global, o número não é muito diferente: 65,8% alegaram possuir um setor formal dedicado ao gerenciamento de riscos. A sua organização já possui uma área de Gestão de Riscos e Compliance? 

Diversidade, Equidade e Inclusão 

 

Algo que vem ganhando cada vez mais espaço nas mesas de conselhos de administração em organizações de todo o globo são as questões de Diversidade, Equidade e Inclusão (DE&I). É possível atribuir a causa disso ao aumento de interesse dos stakeholders pela pauta ESG (Ambiental, Social e Governança)

As empresas são cada vez mais cobradas para que se posicionem em relação a pautas sociais. Aquelas que desejam seguir relevantes no mercado devem se adaptar às novas demandas dos consumidores, que estão cada vez mais ativos. Contudo, aderir a iniciativas afirmativas de diversidade não tem a ver apenas com satisfazer o interesse dos stakeholders. Não se pode resumi-las a uma estratégia de engajamento das partes interessadas. É muito mais que isso... 

“Uma empresa que preza pela diversidade e sabe conduzi-la, empodera colaboradores a se sentirem parte de um propósito maior ao realizarem seu trabalho, proporciona um ambiente com mais colaboração, questiona diferentes pontos de vista e, no sentido mercadológico, atrai consumidores e defensores mais diversos para sua marca", explica Maria Clara de Paula Fernandes, ESG Associate na Atlas Governance. 

Um estudo da Harvard Business Review feito em 2016 mostrou que Diversidade é também sinônimo de Inovação. Em empresas onde se aplicam ações de diversidade, os colaboradores se mostram 17% mais dispostos, bem como a ocorrência de conflitos é 50% menor. Em outras palavras, organizações mais socialmente responsáveis obtêm maior engajamento e colaboração de seus funcionários — o que, evidentemente, tem a ver com o aumento da sensação de pertencimento entre eles. 

Outra pesquisa publicada pela revista Financial Management em 2018 apontou que empresas com mais diversidade registram o dobro de patentes quando comparadas às empresas sem políticas e práticas de Responsabilidade Social. Isso quer dizer que a diversidade é um importante fator para o desenvolvimento de soluções inovadoras, pois o conflito entre opiniões divergentes é parte fundamental na elaboração de estratégias.   

Esses são alguns dos diversos dados que comprovam que diversidade, mais que uma tendência para as organizações, é o caminho certo para as empresas que querem se manter perenes no mercado. O que a sua organização tem feito para impactar positivamente a sociedade? 

Responsabilidade ambiental 

 

A preocupação com os impactos negativos sobre o meio-ambiente também cresce nas organizações. Diante das crises climáticas que afetam o mundo inteiro, investidores, consumidores e outros grupos de interesse esperam maior responsabilidade ambiental das organizações. 

Não é de se estranhar que empresas mais sustentáveis tenham rentabilidade maior que as demais. A carteira de organizações preocupadas com a sustentabilidade tem valorizado 267,05%, diante de 228,42% de todo o restante das organizações listadas na bolsa – uma diferença de 38 pontos percentuais. É o que mostra o Índice de Sustentabilidade Empresarial (ISE B3). 

“A Sustentabilidade tem um papel fundamental para uma empresa que quer se desenvolver, inovar e ganhar espaço de mercado a longo prazo”, afirma Beatriz Pelozo Mendes, ESG Associate na Atlas Governance. “Sabemos que entender as necessidades dos stakeholders é algo muito importante para a definição de uma estratégia empresarial de sucesso, e essas necessidades muitas vezes se relacionam com a responsabilidade socioambiental das empresas.” 

Tendo isso em vista, a especialista explica que o principal impacto das ações de sustentabilidade em uma empresa é a melhora no relacionamento com as partes interessadas, sejam internos, como colaboradores, ou externos, como comunidade, cliente, fornecedores e outros. “A percepção de valor da empresa e do produto ou serviço que ela oferece também é valorizada, além do acréscimo em produtividade, inovação e clima organizacional.” 

Digitalização da governança 

 

A Governança arremata todos esses temas, pois é dentro dela que se discute e delibera cada pauta que será levada a cabo. Isso mostra a importância da Governança para o funcionamento eficiente de todo o restante em uma organização. Quer dizer que otimizá-la é elevar o nível de gestão de uma empresa, impactando positivamente todas as demais áreas

“Quando se fala em grupos que se reúnem para tomar decisões que impactam todos os stakeholders, precisamos que essas reuniões tenham uma dinâmica eficiente, onde todos os membros tenham a informação necessária e com antecedência para poder estudá-la, um registro adequado de todas as decisões e um acompanhamento dos acordos que delas derivam”, explica Sara Caballero, Chief Operating Officer na Atlas Governance. “Mas de nada adianta ter as melhores práticas e processos quando não temos as ferramentas certas para realizá-los. As organizações precisam de ferramentas digitais que garantam que esses processos sejam realizados de forma segura, eficiente e com total registro e rastreabilidade. Isso garante eficiência, transparência e continuidade.” 

Mas qual a vantagem real de digitalizar a governança da organização? De acordo com a profissional, quando processos e informações não dependem de pessoas ou dispositivos específicos, mas sim de sistemas confiáveis, inúmeros riscos são evitados. “O maior benefício que a digitalização de todos os processos de governança traz é a tranquilidade”, afirma Sara. “Tranquilidade em segurança, eficiência e controle de riscos com as melhores soluções digitais.”

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Publicado por Luiz Gustavo Anjos