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10 observações importantes sobre os comitês do Conselho de Administração

Publicado em 05 de Abril de 2021

Veja neste artigo observações sobre os comitês, responsáveis por apoiar o Conselho de Administração. Veja neste artigo observações sobre os comitês, responsáveis por apoiar o Conselho de Administração.

Transformação digital, pandemia, concorrência, inovação e o surgimento de demandas de novos públicos (stakeholders). Tudo isso tem exigido dos Conselhos de Administração muito mais tempo de trabalho e constante atualização.

Mesmo com o foco estratégico e de longo prazo, há situações em que a tomada de decisão precisa ocorrer no curto prazo. Os conselheiros precisam ser ágeis, diligentes e estarem devidamente munidos de informações e materiais corretos e completos para não cometerem equívocos em suas avaliações e decisões. Neste sentido, a criação de comitês de assessoramento adiciona apoio técnico e estratégico ao Conselho na avaliação de temas mais complexos e que exigem maior profundidade de análise.

A existência desses comitês é fundamental para subsidiar as decisões do Conselho. Por conta disso, algumas organizações de médio e grande porte são obrigadas a ter, por exemplo, o Comitê de Auditoria Estatutário (CAE). Porém, também é cada vez mais comum o estabelecimento de outros comitês de assessoramento ao Conselho de Administração, como comitê de estratégia, investimentos, gestão de riscos, finanças, recursos humanos, sustentabilidade e de governança corporativa.

A seguir, conheça 10 observações importantes sobre os comitês do Conselho de Administração:

01. assim como no caso do próprio Conselho de Administração e seus conselheiros, os comitês e seus membros devem ser periodicamente avaliados pela organização;

02. a coordenação do comitê deve ficar a cargo, preferencialmente, de um conselheiro independente. Isso concede independência e imparcialidade aos trabalhos de suporte ao Conselho;

03. evite a constituição de comitês com excesso de membros. Três a cinco membros está de bom tamanho;

04. elabore um regimento interno do comitê. É importante definir desde a composição do grupo e a periodicidade das reuniões até as atribuições do comitê;

05. tenha como boa prática fazer o planejamento anual das atividades do comitê, incluindo o calendário de reuniões, as pautas e tudo o que precisa ser feito para garantir a qualidade dos trabalhos do comitê;

06. ao indicar um conselheiro para um comitê, é importante verificar quanto o comitê exigirá do seu tempo. Importante evitar o excesso de atribuições e responsabilidades ao conselheiro. Isso pode prejudicar a qualidade do seu trabalho tanto no comitê quanto no Conselho de Administração;

07. se o conselheiro indicado para o comitê optar pela remuneração como membro do comitê e não como conselheiro, é importante que ela não seja variável;

08. tenha como boa prática consultar os principais acionistas sobre quais comitês eles entendem que poderiam dar suporte ao Conselho de Administração;

09. evite a constituição de muitos comitês de assessoramento do Conselho. A organização deve criar somente aqueles que são obrigatórios e aqueles ligados a temas estratégicos e prioritários;

10. estimule a interação dos comitês com os demais órgãos de governança. Esta interatividade proporciona intercâmbio de conhecimento e compartilhamento de dados e informações com outras áreas e colegiados da organização.

 

Publicado por Paulo Lima | Editado por Luiz Gustavo Anjos