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Mercado de carbono: o que é e como funciona

Publicado em 02 de Setembro de 2022

Tudo o que você precisa saber sobre Mercado de carbono. Tudo o que você precisa saber sobre Mercado de carbono.

Conheça o Mercado de Carbono, um conceito que estimula a redução das emissões de gases de efeito estufa nas empresas.

O que é mercado de carbono?

 

O Mercado de carbono, também chamado de Mercado de Crédito de Carbono, é o sistema de compensações de emissão de carbono ou gases de efeito estufa. 

Sua origem remete ao ano de 1997, quando foi assinado o Protocolo de Quioto, que estabeleceu aos países envolvidos objetivos de diminuição das emissões de gases de efeito estufa em 5,2% — porcentagem relativa aos níveis de emissão do ano de 1990. 

Como funciona o mercado de crédito de carbono?

 

Na prática, se uma empresa não atinge suas metas de compensação das emissões, ela pode adquirir créditos de carbono de outras organizações que reduziram suas emissões. Cada crédito equivale a uma tonelada de gás carbônico. 

As transações no Mercado de Carbono já negociam cifras bilionárias na Europa. Só em 2020, de acordo com a Refinitiv Financial Solutions, foram 229 bilhões de euros movimentados nesse mercado, cinco vezes mais que o volume transacionado em 2017

Emitido pelo Mecanismo de Desenvolvimento Limpo (MDL), o crédito de carbono é a moeda do Mercado de Carbono. O valor de um crédito em 2020 girava em torno de US$ 3. Neste ano, o custo já chega a US$ 10. 

De acordo com Beatriz Pelozo Mendes, ESG Associate na Atlas Governance, há diversos fatores que influenciam a precificação das emissões de carbono, entre eles a demanda por créditos, que tem sido cada vez maior, e o nível de exigência do mercado. “Outros fatores também podem ser a localização do projeto, volume e a idade do crédito de carbono”, complementa.

Descrição da imagem: ao centro, uma ilustração mostra duas empresas trocando dinheiro por créditos de carbono. Na extremidade superior, explica-se como funciona o mercado de crédito de carbono: "na prática, se uma empresa não atinge suas metas de compensação das emissões, ela pode adquirir créditos de carbono de outras organizações que reduziram suas emissões."

O que é neutralidade de carbono?

 

O termo “Neutralidade de carbono” (também conhecido como “carbono neutro”) serve para se referir a organizações que conseguiram reduzir os níveis de emissão de CO2 a zero. Essa redução pode ocorrer tanto por meio da otimização de processos produtivos poluentes quanto compensação com a compra de créditos de carbono. 

A neutralidade de carbono é um projeto interessante para organizações que queiram adotar a estratégia ESG (Environmental, Social and corporate Governance). Se você não sabe, ESG é uma estratégia de negócio que tem sido aderida por diversas organizações em todo o mundo, principalmente porque tem se notado que o nível de Responsabilidade Empresarial é que determinará a forma como as organizações serão enxergadas no mercado de agora em diante. 

Como calcular a pegada de carbono?

 

A Pegada de carbono nada mais é que a soma de gases de efeito estufa (GEEs) emitidos pela cadeia produtiva e por nossas ações. A partir dela é possível observar os impactos que cada serviço ou produto que consumimos causa na atmosfera.  

Esta prática se baseia na metodologia de Avaliação do Ciclo de Vida (ACV), que calcula as emissões de CO2 desde a extração, uso e fim de vida de um produto, processo ou serviço. 

Se é do teu interesse calcular quanto você emite de gases de efeito estufa na atmosfera, há calculadoras on-line que te ajudam a descobrir isso. Já no caso de organizações, os cálculos são mais complexos. Por isso, existem empresas especializadas que oferecem esse serviço. 

Uma alternativa utilizada por companhias e pessoas para o cálculo das pegadas de carbono é a Calculadora 2030, iniciativa da ONU em parceria com a empresa sueca Doconomy. 

Mercado de carbono regulado e mercado voluntário

 

Além do mais, vale observar que há uma diferença entre Mercado de carbono regulado e mercado voluntário. Em suma, o principal diferencial entre ambos é a precificação dos créditos de carbono. No momento, os valores dos créditos no mercado de carbono voluntário são mais altos comparados ao regulado. 

O Mercado regulado surgiu com os compromissos assumidos em Quioto, no ano de 1997. Como o Brasil não teve parte neste evento, os projetos brasileiros só participam como fornecedores de créditos de carbono do Mecanismo de Desenvolvimento Limpo, os quais são chamados de Reduções Certificadas de Emissões – CERs em inglês. 

O Mercado voluntário, por outro lado, veio à tona de forma paralela ao protocolo, com as Reduções Voluntárias de Emissões – VERs em inglês. Ele permite que qualquer empresa, pessoa, ONG ou governo pode gerar ou comprar créditos de carbono voluntários. 

Mercado de carbono no Brasil

 

Embora o conceito tenha surgido antes da década de 2000, “Mercado de Carbono” é uma tendência recente no Brasil. No dia 19 de maio deste ano, foi publicado o Decreto nº 11.075/2022 pelo Governo Federal, conhecido como “decreto do mercado de carbono”. 

Além de tratar sobre as diretrizes para elaboração dos Planos Setoriais de Mitigação das Mudanças Climáticas, além de instituir o Sinare (Sistema Nacional de Redução de Emissões de Gases de Efeito Estufa) e trazer a possibilidade de criação do mercado de gás metano, o documento possibilita, sobretudo, a regulação deste mercado por parte do Estado. 

A importância da Governança para fazer parte do Mercado de Carbono

 

Na visão de Beatriz, o papel da Governança neste âmbito é essencial. “Sem o envolvimento da Governança, não haverá uma sustentabilidade verdadeira”, explica. "Quando o assunto é ESG, uma das primeiras coisas que a gente tem que falar é de Governança corporativa.” 

A Governança corporativa deve estar engajada em qualquer projeto de sustentabilidade da organização. Afinal, é a Governança que dará o tom a todo o restante da empresa

E se a Governança é essencial para a implementação de ações sustentáveis, também é importante notar se os processos da sua Governança hoje são eficientes ou se têm dificultado o desenvolvimento da sua empresa. 

Considere o uso de um portal de Governança

 

Os membros dos colegiados na Governança da sua organização têm dificuldades com a obtenção simples e rápida de informações? Estão cansados de perder tempo na espera por documentos solicitados e gostariam de aposentar os arquivos físicos? Diante disso, cabe pensar na possibilidade de utilizar um portal de Governança. 

O Atlas Governance é o maior portal de governança da América Latina, atendendo mais de 400 organizações e mais de 15.000 Conselheiros

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Publicado por Luiz Gustavo Anjos