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Carbono Zero: o que é e como aplicar em sua empresa

Publicado em 19 de Agosto de 2022

Tudo o que você precisa saber sobre Carbono Zero. Tudo o que você precisa saber sobre Carbono Zero.

Você já pensou em compensar as emissões de carbono da sua empresa? Descubra o que é o programa Carbono Zero e como aplicá-lo em sua empresa.

O que é Carbono Zero?

 

Em meio às crises climáticas e ambientais que temos vivido em função das ações humanas sobre o meio ambiente, instituições de todo o mundo têm adotado e incentivado práticas de responsabilidade ambiental. Um destes conjuntos de práticas é o conceito Carbono Zero, que visa estimular entidades a reduzirem suas emissões de carbono e até compensá-las, investindo em iniciativas sustentáveis.

Surgimento do conceito 

 

Carbono Zero é um conceito que surgiu em 1997, no Protocolo de Kyoto – um dos primeiros tratados internacionais com compromissos para a redução da emissão dos gases de efeito estufa, que são a causa do atual aquecimento global. 

No evento, várias nações se responsabilizaram em diminuir em 5% as emissões de carbono em quatro anos, entre 2008 e 2012, tendo como base os parâmetros da década de 1990. 

No ano 2000 surgiu o Pacto Global da Organização das Nações Unidas, que tem por objetivo engajar a comunidade empresarial, conscientizá-la e incentivá-la a adotar posturas sustentáveis em seus negócios, como a redução da emissão de CO2 (carbono). 

Já em 2011, foi realizada a Conferência do Clima, onde foram definidos novos objetivos. A neutralização de carbono foi mais uma vez discutida. Os países presentes se comprometeram a reduzir entre 18% e 40% a emissão dos gases até 2020. 

Todos esses esforços das nações não parecem ter sido em vão. Afinal, durante o decorrer de todo esse período, aumentou a consciência das pessoas e das instituições a respeito dos impactos do CO2 na atmosfera. 

Em 12 de dezembro de 2015, foi a vez de ocorrer o Acordo de Paris, outro pacto climático internacional. Na ocasião, 192 empresas assumiram o compromisso de reduzir suas emissões até 2050. 

À medida que ocasiona ondas de Responsabilidade Empresarial em todo o mundo, este cenário também reforça o conceito Carbono Zero, cada vez mais conhecido e colocado em discussão nas reuniões de Conselho de muitas entidades. 

Qual o objetivo do Carbono Zero? 

 

O objetivo do conceito Carbono Zero é estimular as entidades a se importarem com o impacto que geram sobre o meio ambiente, a saber, por meio da emissão de gases do efeito estufa. 

A redução dos gases do efeito estufa (GEE) no planeta 

 

"A redução dos gases de efeito estufa contribui para a obtenção de uma maior qualidade de vida ambiental”, explica Beatriz Pelozo Mendes, ESG Associate na Atlas Governance. Isso porque a concentração desses gases na atmosfera possibilita a passagem dos raios solares e, consequentemente, o aquecimento global.

Descrição da imagem: na superfície da terra, diversas elementos, como carros, fábricas e outros, emitem gases de efeito estufa para a atmosfera, formando uma camada que permite a entrada de mais raios solares e, consequentemente, o aquecimento global.

Preocupar-se com a emissão de CO2, portanto, é cooperar para que o planeta se mantenha em uma temperatura adequada, assegurando o calor necessário para a manutenção da vida. 

De acordo com estatísticas divulgadas no segundo semestre de 2021 pelo Sistema de Estimativas de Emissões de Gases de Efeito Estufa (SEEG), do Observatório do Clima, as emissões de carbono diminuíram 7% no mundo em 2020. Isso se deve muito à pandemia da Covid-19, que afetou os processos produtivos de muitas organizações. 

O Brasil, porém, é uma exceção. A mesma pesquisa mostra que o país, diferente dos demais, aumentou em 9,5% o seu lançamento de CO2 para a atmosfera. Neste cenário, a sua empresa tem contribuído para a diminuição ou para o aumento das emissões de carbono?

Programa Carbono Zero no Brasil? 

 

Toda preocupação mundial por engajar entidades e pessoas a serem mais ambientalmente responsáveis trouxeram mudanças à comunidade empresarial brasileira. A verdade é que não há oficialmente um “Programa Carbono Zero” no Brasil. Todavia, há uma iniciativa do Centro de Estudos em Sustentabilidade da Fundação Getúlio Vargas chamada Programa Brasileiro GHG Protocol

Criado em 2008, o Protocolo GHG oferece um framework, ou seja, um método de trabalho para que a sua empresa avalie suas emissões de carbono e possa se tornar carbono zero ou carbono positivo. De acordo com Beatriz, os parâmetros de avaliação são anualmente alterados, pois cada ano poderão os fatores de emissão poderão ser diferentes. 

O selo “Carbono Zero” demonstra que sua empresa trabalhou para reduzir e/ou compensar suas emissões de CO2. Já o selo “Carbono Positivo” quer dizer que sua organização investiu mais em projetos do que precisaria para compensar suas emissões. 

O projeto foi realizado pela FGVces e WRI, em parceria com o Ministério do Meio Ambiente, Conselho Empresarial Brasileiro para o Desenvolvimento Sustentável (CEBDS), World Business Council for Sustainable Development(WBSCD) e 27 Empresas Fundadoras. 

Participar desse tipo de iniciativa, na opinião de Beatriz, é de suma importância para que você e sua empresa possam entender seus papéis frente aos problemas da sociedade e do meio ambiente. “A longo prazo, a gente consegue ter uma visão mais clara de sustentabilidade”, complementa. “Assim, pode-se criar estratégias para minimizar nossos impactos negativos.” 

Quais empresas podem participar do programa? 

 

Segundo Beatriz, qualquer empresa pode participar do programa e seguir o Protocolo GHG, independentemente do tamanho. Até mesmo um indivíduo, como o próprio leitor deste texto, interessado em investigar sua pegada de carbono, pode participar. 

Como ser uma empresa Carbono Zero? 

 

Para ser uma empresa carbono zero ou carbono positivo, basta se inscrever no Programa Brasileiro GHG Protocol, da Fundação Getúlio Vargas, analisar suas emissões de carbono e compensá-las com investimentos em iniciativas sustentáveis. O processo é dividido pelos seguintes passos: 

  1. Mapeamento;
  2. Cálculo de emissões;
  3. Auditoria externa;
  4. Seleção de projetos;
  5. Créditos de carbono. 

Descrição da imagem: na parte superior se lê "Passos para se tornar uma empresa carbono zero ou carbono positivo". Abaixo estão elencados os passos: mapeamento, cálculo de emissões, auditoria interna, seleção de projetos e créditos de carbono.

Vantagens de participar do programa Carbono Zero 

 

Talvez, o leitor se pergunte neste momento: “quais os benefícios de participar do programa Carbono Zero?” É o que responderemos a seguir: 

Sustentabilidade 

 

Como a sua empresa será lembrada na história? Participar do programa Carbono Zero ajudará sua empresa a se encaixar em padrões mais sustentáveis. Assim, sua organização poderá auxiliar a construir hoje um amanhã com maior qualidade de vida para todos

Fortalecimento da marca 

 

Sabe-se que, hoje em dia, os consumidores estão preocupados não apenas com a qualidade do produto ou do serviço, mas, também, com a Responsabilidade Empresarial do seu negócio. Por isso, tornar-se social e ambientalmente responsável lhe ajudará a fortalecer a sua marca diante das demandas atuais do mercado

Valuation 

 

Conforme o Boletim ISE (Índice de Sustentabilidade Empresarial), divulgado pela Bolsa de Valores B3, empresas sustentáveis têm maior rentabilidade que as demais. Até o momento em que este artigo é escrito, a carteira de empresas sustentáveis tem valorização de 267,05%, frente a 228,42% de todo o restante das organizações — uma diferença de 38 pontos percentuais. 

Isso demonstra que ser sustentável, hoje em dia, é uma estratégia rentável para as empresas, e impacta diretamente o valuation do seu negócio à medida que envolve gestão de riscos. Em outras palavras, ao implementar ações de responsabilidade empresarial, sua organização acaba por prevenir diversos riscos. Por consequência, seu valuation aumenta

Carbono Zero: Empresas que implementam ações para reduzir a emissão de carbono 

 

Agora, veremos alguns exemplos de empresas que implementam ações para reduzir o lançamento de CO2 na atmosfera: 

Belagrícola 

 

A Belagrícola, empresa que oferece soluções tecnológicas para o produtor rural, tem como meta “alcançar a sustentabilidade agrícola e ambiental, o desenvolvimento da cidadania e educação, além da promoção da saúde e da qualidade de vida”. 

Como prova disso, a organização apoia o Hospital do Câncer de Londrina e desenvolve iniciativas como o Natal Solidário, que ajuda a realizar os desejos de crianças carentes, e o Grupo de Voluntariado Belagrícola, onde próprios colaboradores da empresa contribuem em ações para o bem-estar social. 

Atlas Governance 

 

A Atlas Governance é membro do Programa Brasileiro GHG Protocol – Ciclo 2021. Obtemos o selo Carbono Zero e investimos em iniciativas como o Projeto Agrocortex, Projeto Marajó, Programa Carbon Free, Plano Conservador de Mantiqueira e outros. 

Como próximos passos, a Atlas pretende promover ainda mais a conscientização ambiental, ser mais sustentável e investir em outros projetos de preservação ambiental. 

A importância da Governança para ações Carbono Zero 

 

Na visão de Beatriz, o papel da Governança neste âmbito é essencial. “Sem o envolvimento da Governança, não haverá uma sustentabilidade verdadeira”, explica. "Quando o assunto é ESG, uma das primeiras coisas que a gente tem que falar é de Governança corporativa.” 

A Governança corporativa — isto é, a Alta Gestão — deve estar engajada em qualquer projeto de sustentabilidade da organização. Afinal, é a Governança que dará o tom a todo o restante da empresa

E se a Governança é essencial para a implementação de ações sustentáveis, também é importante notar se os processos da sua Governança hoje são eficientes ou se têm dificultado o desenvolvimento da sua empresa. 

Considere o uso de um portal de Governança 

 

Os membros dos colegiados na Governança da sua organização têm dificuldades com a obtenção simples e rápida de informações? Estão cansados de perder tempo na espera por documentos solicitados e gostariam de aposentar os arquivos físicos? Diante disso, cabe pensar na possibilidade de utilizar um portal de Governança. 

O Atlas Governance é o maior portal de governança da América Latina, atendendo mais de 400 organizações e mais de 15.000 Conselheiros

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Publicado por Luiz Gustavo Anjos