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11 falhas na Governança corporativa para evitar em sua empresa

Publicado em 06 de Setembro de 2021

Homem e mulher sentados à mesa discutem sobre falhas na Governança corporativa. Homem e mulher sentados à mesa discutem sobre falhas na Governança corporativa.

A Governança corporativa é fundamental na estrutura de qualquer grande organização. Ela permite obter resultados mais eficientes e impede o conflito de interesses entre administradores e stakeholders (acionistas, investidores e demais partes interessadas). Seu mau funcionamento, por outro lado, pode gerar problemas enormes. Por isso, sua empresa precisa conhecer todas as falhas na Governança corporativa para evitá-las desde já.

Assim sendo, sem mais delongas, confira abaixo os erros mais cometidos na Governança corporativa:

1. Falta de independência do Conselho de administração

 

O Conselho de Administração, ou Conselho administrativo, é responsável por controlar o leme da organização. Suas reuniões deliberativas determinam a direção para a qual a empresa caminhará e sua independência assegura a diversidade de ideias nas discussões. Contudo, a eficácia desse grupo é colocada em risco a partir do momento que seus membros passam a ser influenciados por fatores externos. Incentivar ideias disruptivas, por exemplo, pode fazer com que outros membros do conselho se sintam encorajados a participar mais ativamente.

Mas, afinal, que influências podem ser essas? Imagine o seguinte:

Em um dia comum de reunião, o Conselho de Administração de uma empresa recebe o CEO/Diretor. Só sua presença pode intimidar ou influenciar qualquer conselheiro nas discussões. Facilmente, dessa maneira, com olhares e cacoetes aqui e acolá, perde-se tanto a independência do Conselho quanto sua capacidade de “pensar fora da caixa” a partir da multiplicidade de opiniões.

Outro exemplo é o caso do Presidente do Conselho que expressa seus pensamentos antes dos demais conselheiros. Tal prática não é indicada, pois pode despertar um “efeito rebanho” no colegiado.

2. Falta de comunicação

 

A comunicação é importantíssima para a humanidade, pois o ser humano é um animal político, carente de relacionamentos. Você já assistiu Náufrago, estrelado por Tom Hanks? No filme, ao se sentir solitário, o protagonista criou o icônico Wilson, aquela bola com um rostinho vermelho, para que pudesse ter alguém com quem se relacionar. Isso revela o quão primordial é a comunicação para um indivíduo – ele sequer poderia viver sem ela.

Na sua organização não é diferente. Na verdade, o buraco é ainda mais em baixo. A comunicação entre os times é relevante não só por essa questão, mas, principalmente, para evitar pequenos ruídos com força para gerar grandes consequências. Alinhamentos constantes impedem a existência de um “telefone sem fio”, um “diz que me diz”, capaz de fazer da sua empresa uma nova Torre de Babel.

3. Falta de uma matriz de risco

 

Em 2017, a agência de crédito estadunidense Equifax sofreu um dos maiores crimes cibernéticos já vistos no mundo. Dados confidenciais de 147,9 milhões de norte-americanos, 15,2 milhões de britânicos e cerca de 19 mil canadenses foram violados. O ataque se deu por meio de uma brecha no software da Apache Struts, usado pela Equifax para hospedagem. A falha foi corrigida, porém a organização não fez atualização em seus servidores, possibilitando o desastre.

Esse é só um dos diversos outros acidentes em empresas que poderíamos citar. E, para que sua organização possa se precaver de entrar nessa lista, é indispensável a elaboração de uma Matriz de Riscos. Só de não fazê-la, as chances de uma instituição sofrer alguma desgraça se tornam maiores – o que é uma gigante omissão da governança.

A Matriz de Riscos elenca as inúmeras ameaças à sua organização, das maiores para as menores e das mais possíveis de acontecer para as menos prováveis. Com essas informações, sua empresa enxergará o que deve fazer para se prevenir de catástrofes e por onde começar.

4. Opacidade de informações

 

Absolutamente todas as ações e deliberações tomadas pela organização precisam ser apresentadas de forma clara e simples aos interessados, sejam eles investidores, orgãos regulamentadores, clientes etc. Quando algo é decidido logicamente, com base em dados de mercado, e devidamente documentado, a informação tende a ser mais acessível.

Isso concede credibilidade ao negócio e fortalece os relacionamentos com os stakeholders. O contrário disso, logicamente, é um equívoco – passível de punições, inclusive. Um exemplo disso é o próprio caso que aconteceu com o Edu, CEO da Atlas. Uma empresa em que ele atuava como conselheiro se complicou juridicamente. Como penalidade, ele teve todos os seus bens congelados por algum tempo.

5. Ausência de um código de conduta

 

O Código de Conduta é necessário para estabelecer, de forma clara a todos os colaboradores, o que é permitido ou não nos ambientes da empresa. Ele apresenta categoricamente os limites da atuação de cada integrante da organização. Não tê-lo é o mesmo que deixar o sucesso de sua empresa reservada ao acaso. Como ela poderia ser bem sucedida sem uma boa estrutura normativa para orientar seus integrantes?

Por isso, é aconselhável que seu empreendimento elabore um Código de Conduta a partir de suas convicções. E que tipo de pensamentos podem reger isso? No caso da Atlas, por exemplo, existem 4 valores: clientecentrismo, capital humano, segurança e qualidade. Sobre esses pilares é que a Atlas estrutura sua cultura e seus manuais de conduta.

6. Pouca ou nenhuma fiscalização interna e externa

 

As regras e valores de uma empresa se tornam inúteis sem que se tenham fiscalizações do cumprimento desses padrões. É como um professor que fala aos seus alunos para não colarem na prova, mas deixa-os sozinhos fazendo a atividade na sala enquanto vai tomar um cafezinho no refeitório. Por isso, é importante ter o acompanhamento de orgãos responsáveis pelo monitoramento dos processos na sua organização.

Novamente tomando a Atlas como exemplo, uma boa sugestão é buscar recompensar o comportamento adequado. Aqui existe uma premiação chamada “Dolar Atlas”, em que alguns colaboradores são reconhecidos por outros com base nos pilares da empresa (clientecentrismo, capital humano, segurança e qualidade).

7. Falta de normas internas anticorrupção

 

A corrupção sempre é um elemento presente na Matriz de Riscos. Todos sabem que é errado, mas, ainda assim, continua a acontecer em diversos lugares. Não há nenhum ser humano perfeito e seu negócio deve ter isso em mente. Portanto, normas internas de anticorrupção são uma alternativa apropriada de prevenção contra essa ameaça.

Uma aplicação prática, neste caso, pode ser simplesmente a implementação da Matriz de Riscos, já mencionado anteriormente no texto.

8. Falta de segurança na troca de informações

 

Na atualidade, os ataques cibernéticos estão cada vez mais recorrentes, tal como têm tomado a atenção de Conselhos de administração no mundo inteiro. O e-mail deixou de ser um meio confiável para troca de informações confidenciais. Uma grande falha da governança é deixar de buscar uma solução para esse risco.

Você já ouviu falar nos softwares de governança? Eles são ferramentas voltadas para atender as principais necessidades do dia a dia na gestão de conselhos e comitês. Os melhores portais do mercado contam com criptografia de nível bancário, duplo fator de autenticação, marca d’água, gerenciamento de seções ativas e muitos outros fatores de segurança para o acesso a informações sensíveis. A governança da sua empresa já tem buscado recursos para se proteger?

A digitalização da governança é uma tendência com muitos benefícios entre grandes organizações como a Riachuelo, Eletrobrás, Banco do Nordeste, Cyrela e várias outras.

9. Pouca agilidade na preparação e condução de reuniões do conselho

 

“Tempo é dinheiro”, diz o famoso ditado popular – e, realmente, a frase está certíssima. Na agenda do Conselho e nas reuniões, todo tempo perdido com questões banais é dinheiro da empresa sendo mal-gasto. Por esse motivo, deve-se ter agilidade e organização na preparação dos encontros, bem como as reuniões devem ser conduzidas com foco, respeitando o tempo de cada pauta e visando sempre as tomadas de decisões.

E como ser organizado no planejamento das reuniões para evitar a perda de tempo? Isso nos leva ao tópico seguinte:

10. Falta de preparação prévia dos conselheiros

 

Neste aspecto, há duas partes que precisam desempenhar suas funções com excelência: o Presidente do Conselho, de um lado, tem o dever de ceder os materiais de estudos para os membros do colegiado com antecedência (de preferência uns 7 dias antes); os conselheiros, do outro, precisam estudar previamente a pauta a ser discutida.

11. Falta de integração entre Conselho Fiscal, Comitê de Gestão de Riscos e Auditoria

 

Já imaginou se seus ouvidos tivessem um desentendimento com seus olhos? E como seria se seus braços não desejassem mais conduzir suas mãos? É meio difícil de idealizar isso, não é? Pois bem... Sua organização é feita de diversas partes com funções diferentes, mas que se complementam. Uma não funcionaria tão bem sem a outra. Desse jeito, a integração entre Conselho Fiscal, Comitê de Gestão de Riscos e Auditoria é algo a ser observado.

O Conselho Fiscal é a parte responsável por monitorar o Conselho de Administração, garantindo que não hajam irregularidades e que o colegiado não tome decisões que afetem a empresa. Já o Comitê de Gestão de Riscos e Auditoria trabalha para que a empresa tenha uma visão estratégica voltada para as possibilidades do futuro, tal como analisa cuidadosamente os processos internos da empresa e fornece informações para o Conselho de Administração.

Juntos, esses grupos desempenham papel essencial para a existência da organização. Porém, quando desalinhados, eles se tornam algo como uma orquestra totalmente desorganizada, sem ritmo, beleza e harmonia – uma tremenda falha na Governança corporativa.

Uma solução prática para prevenir todas essas falhas

 

Inúmeras organizações passaram a usar softwares de governança que descomplicam seus processos administrativos como uma solução contra todos esses erros. E quando se trata de governança, o maior contratempo para muitas empresas não é o dinheiro investido, mas todo o tempo dos conselheiros para aprender a usar uma ferramenta que, talvez, não vai ser efetivamente implementada. O risco de segurança que um portal amador pode trazer também é um enorme problema.

Assim, é extremamente importante saber como escolher um portal de governança. Quer saber a melhor forma de decidir?

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Publicado por Luiz Gustavo Anjos